domingo, 12 de setembro de 2010

Espuma de ondas

A espuma branca das ondas rasga o horizonte..
As gaivotas rodeiam os pescadores, cheira a peixe fresco...
Centenas, milhares, o som é ensurdecedor vão e vêem,
Cobrem o horizonte, invadem o areal…tornam-se paisagem deslumbrante.
O sol indiferente ao que se passa, segue o rumo do ocaso…
Na mesa uma chávena de café… um copo de água…
Todos os dias são bons, hoje não é diferente…
Rodeiam-se assuntos ao sol posto, tal como as gaivotas rodeiam os pescadores
Na falta de coragem , a espuma das ondas é o maior testemunho da força …
A água vai desaparecendo do copo, assim como o sol se esconde no horizonte
O branco da espuma das ondas prolonga o branco de um vestido…

Porque teimam os olhos em encontrar-se sem dizer nada…

Este mar que nos faz voltar sempre para o mirar,
testemunha que existe sempre um regresso...

Não numa Caravela que foi para além dele…mas no barco da vida

No equilíbrio do navegante á vela num rumo quase ao acaso!
Deixamos o mar para trás, amanhã voltamos e voltará a haver ondas!

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