Na ponta do cigarro o equilíbrio encontrado,
O morrão prepara a queda rumo ao chão
Dedos amarelos, dentes amarelados.
Noites mal dormidas…dias passados por passar.
Amores mal resolvidos…
Rua escuras que desembocam na estação do Metro vazia,
Sem hora de ponta…
Um mendigo prepara a vida que traz amarrotada,
Num saco de plástico…
História demasiada longa para se esvaziar num qualquer banco.
Depositado o saco, abre-se a vida possível..
Indiferentes e indiferente, todos passam, tudo se passa..
Uma vida que se cruza, na encruzilhada vivência.
Não existe tempo, apenas o espaço importa…
Não há passado ou futuro…existência em estado (im)puro?
Marcada na memória a subsistência possível,
A demência consentida…
Sem imposições ou posições o mendigo, mendiga,
Não quer dinheiro ou bens, quer vida…a vida dele… só!
1 comentário:
...e dia após dia, procurando encher um buraco já vazio..., a busca, a incessante procura do tudo....restando um punhado cheio de nada!
http://www.youtube.com/watch?v=DXr3CCQPxJY
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